Jardim das Perdizes: o Guia Completo do Bairro Planejado da Zona Oeste

Em 10 de janeiro de 2018, a Prefeitura de São Paulo abriu os portões de um parque de 46 mil m² num terreno que, doze anos antes, era o pátio da Telefônica na Água Branca. Em volta dele, a TECNISA já tinha entregue quatro condomínios e 1.841 apartamentos. Era o Jardim das Perdizes deixando de ser canteiro de obras e virando bairro.
Hoje o loteamento tem seis condomínios entregues, três em obra, um futuro lançamento e um nome que confunde até quem mora perto: afinal, fica em Perdizes? Este guia responde isso e o resto — a história do terreno, o horário de cada portão do parque, o censo completo dos condomínios e as ressalvas que a comunicação da incorporadora não pode fazer.
Resumo em 30 segundos: O Jardim das Perdizes é um bairro planejado de 250 mil m² na Zona Oeste de São Paulo, erguido pela TECNISA no antigo terreno da Telefônica e organizado em torno de um parque público de 46 mil m² inaugurado em 2018. Reúne hoje mais de dez condomínios residenciais, comércio de rua, torre corporativa e hotel, na divisa entre Água Branca, Barra Funda e Perdizes.
Onde fica o Jardim das Perdizes, afinal
O Jardim das Perdizes fica na Zona Oeste de São Paulo, entre a Avenida Marquês de São Vicente e a Avenida Francisco Matarazzo, a 750 metros da estação Água Branca da CPTM. Apesar do nome, o loteamento não está no distrito de Perdizes: a Prefeitura o cadastra em Água Branca, sob a Subprefeitura da Lapa, e a Wikipédia registra o endereço na Barra Funda.
Essa é a pergunta que mais chega ao nosso atendimento e a que menos recebe resposta direta nas páginas que ranqueiam. Vale gastar uma seção inteira nela.

Endereço, distrito e subprefeitura
O parque que dá o centro do bairro tem endereço oficial na Rua Passagem Quatro, s/n, bairro Água Branca, e pertence à região Centro-Oeste da cidade, administrada pela Subprefeitura da Lapa. É o que consta na ficha do Parque Jardim das Perdizes na Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.
O verbete da Wikipédia, por sua vez, situa o loteamento na Barra Funda. As duas informações não se contradizem: Água Branca é um bairro dentro do distrito da Barra Funda, e o terreno fica exatamente na faixa em que os dois nomes se sobrepõem.
Na prática, o que importa para quem compra é isto: o IPTU, o CEP e o cadastro municipal apontam para Água Branca e Barra Funda. A vida de rua — padaria, colégio, restaurante — acontece em Perdizes e na Pompeia, que começam do outro lado das avenidas.
As ruas do loteamento
O loteamento abriu nove ruas novas na malha da cidade, segundo a Wikipédia. As que concentram os condomínios são cinco:
- Rua Marc Chagall — eixo principal, onde ficam o Bosque Cerejeiras, o Reserva Figueiras e os portões 1, 2 e 6 do parque.
- Rua Pablo Picasso — segunda via estruturante, endereço do Reserva Flamboyant e do futuro Sequoia, com os portões 3, 4 e 5 do parque.
- Rua Passagem Quatro — endereço oficial do parque na Prefeitura.
- Rua Luiz Gonzaga Pinto — via de comércio, onde o Sequoia terá uma de suas três lojas.
- Rua Arnaldo José Pacífico — endereço do Bosque Pitangueiras, em lote de esquina com a Marc Chagall.
Todas nasceram com fiação subterrânea, iluminação em LED, piso drenante e piso podotátil — decisão de projeto, não adaptação posterior.
Por que o bairro se chama "Perdizes" se não fica em Perdizes
O nome é uma escolha de posicionamento. Quando o projeto foi lançado, em 2013, Perdizes já era o endereço residencial mais valorizado daquela parte da Zona Oeste, e Água Branca ainda carregava a memória de galpões industriais e do terreno da telefonia. Batizar o loteamento de "Jardim das Perdizes" foi ancorá-lo no bairro vizinho que o comprador já conhecia.
Não há nada de errado nisso — é o que dezenas de loteamentos fizeram em São Paulo. Mas o comprador merece saber antes de assinar, porque a escritura vai dizer Barra Funda, e a lista de escolas por distrito vai dizer Lapa.
A história: do terreno da Telefônica ao bairro planejado
O Jardim das Perdizes começou em 2006, quando a TECNISA arrematou em leilão o antigo terreno da Telefônica na Água Branca, e foi lançado ao público em 2013 como o maior projeto imobiliário da cidade. A primeira fase, com quatro condomínios e 1.841 unidades, foi entregue em 2016; o parque abriu em 2018; e a segunda leva de lançamentos começou em 2021.
O projeto foi desenvolvido pela TECNISA em parceria com a Hines, que atua como co-desenvolvedora e gestora de ativos — é a Hines que publica o masterplan com o número que a incorporadora raramente cita: 16 torres residenciais e 3.933 unidades no total.
Os marcos, em ordem:
- 2006 — a TECNISA compra o terreno da Telefônica em leilão. São 250 mil m² de área contínua, escala que a Zona Oeste não via desde os loteamentos originais.
- 2012 — o Decreto Municipal 53.443, de 26 de setembro, cria oficialmente o parque, ainda antes de qualquer torre.
- 2013 — lançamento do bairro. A primeira fase reúne Reserva Manacá, Bosque Jequitibá, Bosque Araucária e Recanto Jacarandá: 10 torres e 1.841 apartamentos, segundo a Hines.
- 2016 — entrega da primeira fase. O bairro passa a ter moradores.
- 2017 — segunda fase, com o JDP TIME: Torre 1, Torre 2 e o mall.
- 10 de janeiro de 2018 — inauguração do Parque Jardim das Perdizes, com 46.149,35 m², conforme a Prefeitura.
- 2021 — retomada dos lançamentos residenciais com o Bosque Pitangueiras, primeira torre do condomínio Bosques Jardim das Perdizes.
- 2023 a 2026 — Reserva Flamboyant, Recanto Oliveiras e Bosque Cerejeiras entram em obra; Reserva Figueiras e Bosque Pitangueiras são entregues; o Sequoia é anunciado como futuro lançamento.
Em 2026, o BTG Pactual assumiu o controle da sociedade que desenvolve o bairro, com a TECNISA mantendo participação e seguindo à frente da comercialização, segundo o InvestNews de abril de 2026. Para quem compra, o efeito prático é a capitalização das fases que faltam.
O Parque Jardim das Perdizes
O Parque Jardim das Perdizes é um parque municipal de 46.149,35 m² na Rua Passagem Quatro, inaugurado em 10 de janeiro de 2018 e administrado pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. Abre das 6h às 22h pelos portões principais das ruas Marc Chagall e Pablo Picasso, tem pista de cooper, ciclovia, playground e esculturas de Tomie Ohtake, e é servido pelas linhas de ônibus 701A-10 e 8544-10.
É a peça que faz o bairro funcionar. Não é um jardim de condomínio com nome de parque: é público, aberto a qualquer pessoa da cidade, e a manutenção é dividida entre a Prefeitura e a AMO Jardim das Perdizes, associação dos moradores.

Horários e portões
O parque tem seis portões, e eles não fecham no mesmo horário. Quem mora na Marc Chagall e quer correr às 21h precisa saber qual portão usar.
O que tem no parque
A Prefeitura lista pista de cooper, ciclovia, playground, equipamentos de ginástica para a terceira idade, prédio administrativo, piso podotátil e um sistema de drenagem que absorve a água da chuva sem transbordar — o mesmo piso drenante que corre pelas ruas do loteamento.
O que a ficha oficial não mede é o que se vê de manhã: bebedouros para cachorros, gente de todas as idades na pista e as esculturas de Tomie Ohtake, que a Prefeitura registra como a arte pública do parque. O levantamento de flora citado pela Wikipédia, feito em 2021, contou 43 espécies vasculares — entre elas cedro, pau-brasil e araucária, três espécies ameaçadas que a Prefeitura destaca na ficha.
Como chegar
De transporte público, o caminho é a estação Água Branca da CPTM (linhas 7-Rubi e 8-Diamante), a 750 metros do eixo da Marc Chagall, ou as linhas de ônibus 701A-10 e 8544-10, que a Prefeitura indica como atendimento direto ao parque. A estação Palmeiras-Barra Funda, com Metrô, CPTM e terminal rodoviário, fica a 1,6 km.
De carro, o acesso é pela Avenida Marquês de São Vicente ou pela Francisco Matarazzo. Não há estacionamento do parque; quem vem de fora usa a rua.
Acessibilidade
O parque recebeu o Selo de Acessibilidade da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência. Isso cobre rampas, calçadas alargadas, piso podotátil contínuo e os equipamentos de ginástica adaptados — e vale registrar que o selo é do parque, não do bairro, embora as ruas do loteamento sigam o mesmo padrão de piso e calçada.
Os condomínios do Jardim das Perdizes
O Jardim das Perdizes tem hoje seis condomínios residenciais entregues, três em obra e um anunciado como futuro lançamento, além da parte não residencial com duas torres de escritórios, hotel e um mall de rua. Somados, os condomínios residenciais chegam a mais de 3.000 apartamentos, de 79 a 568 m², todos da TECNISA.
Ninguém publicou essa lista inteira num lugar só — nem a incorporadora, cujo blog trata cada lançamento como notícia isolada. Aqui está o censo, por estágio.

Os que já foram entregues
- Reserva Manacá — primeira fase, entregue em 2016.
- Bosque Jequitibá — primeira fase, entregue em 2016.
- Bosque Araucária — primeira fase, entregue em 2016.
- Recanto Jacarandá — primeira fase, entregue em 2016. Os quatro somam 10 torres e 1.841 unidades, segundo a Hines.
- Bosque Pitangueiras — Torre 1 do condomínio Bosques Jardim das Perdizes, 289 unidades de 79, 98 e 136 m², entregue em novembro de 2025 e 100% vendido. Hoje é revenda.
- Reserva Figueiras — torre única de 104 unidades de 165 e 188 m², entregue em abril de 2026. Pronto para morar.
Os que estão em obra
- Bosque Cerejeiras — Torre 2 dos Bosques Jardim das Perdizes, na Rua Marc Chagall, 301. 100 unidades de 222 a 568 m², dois apartamentos por andar — o condomínio de menor densidade do bairro.
- Reserva Flamboyant — Rua Pablo Picasso, 50. 216 unidades de 157 e 189 m² mais seis duplex, em 38 pavimentos — a torre mais alta do loteamento, com quadra de tênis oficial.
- Recanto Oliveiras — duas torres e 424 unidades de 81 e 109 m². É a porta de entrada do bairro em metragem e, por isso, a de maior densidade: oito apartamentos por andar.
O que ainda vem
- Sequoia — futuro lançamento na Rua Pablo Picasso, no maior terreno do loteamento (10.596,96 m²). Duas torres e 384 unidades de 121 a 175 m², com três lojas no térreo, duas delas de frente para o parque.
A parte não residencial
- JDP TIME — Torre 1, Torre 2 e o mall, lançados em 2017 como segunda fase, segundo a Hines. É onde funcionam a torre corporativa e o comércio de escritórios.
- Hotel — previsto no masterplan de 28 torres registrado pela Wikipédia: 25 residenciais, 1 comercial, 1 corporativa, 1 hotel e 1 strip mall.
- Strip mall e comércio de rua — Carrefour Market, farmácia e o Reserva Rooftop, restaurante que virou referência do bairro.
- WeWork — ocupou espaço na torre corporativa, um dos temas do blog da própria TECNISA.
Como é morar no Jardim das Perdizes
Morar no Jardim das Perdizes é morar num bairro silencioso, com ruas de fiação enterrada e um parque de 46 mil m² na porta, a 750 metros de trem e a dez minutos de carro da Marginal Tietê — mas com o comércio de esquina ainda em formação e dependente de Perdizes e Pompeia. É um perfil claro: família, carro na garagem, rotina de parque e escola.
Segurança
O bairro opera o Detecta Muralha Paulista, sistema de câmeras integrado ao banco de dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado, com reconhecimento facial e leitura de placas. Quando uma placa ou um rosto com ocorrência aparece nas câmeras, o alerta é disparado para as viaturas num raio de 3 km — é o dado que a comunicação do bairro repete, e é verificável na operação.
Por cima disso, a AMO Jardim das Perdizes mantém rondas privadas 24 horas e cuida da zeladoria das ruas e do parque. Na prática, o que o morador sente é a ausência de muro: os condomínios têm portaria, mas as ruas entre eles são abertas, iluminadas e vigiadas.
Comércio e serviços dentro do bairro
Dentro do loteamento, o essencial já existe: Carrefour Market, farmácia, o comércio do JDP TIME e o Reserva Rooftop, que atrai gente de fora do bairro. O Sequoia vai acrescentar três lojas na Pablo Picasso e na Luiz Gonzaga Pinto.
O que não existe é a padaria de esquina de trinta anos, o bar de bairro, a feira. Para isso, a Pompeia começa do outro lado da Francisco Matarazzo, e o Shopping Bourbon fica a 800 metros.

Escolas e universidades no entorno
As distâncias abaixo são em linha reta, calculadas a partir da Rua Marc Chagall, com coordenadas geográficas — levantamento iApartamentos.
- PUC-SP, campus Perdizes — 2,3 km.
- Colégio Santa Marcelina — 2,4 km.
- Colégio Rio Branco — 3,2 km.
- Senac Francisco Matarazzo — no eixo da avenida, a menos de 1 km.
- Também no raio de Perdizes e Pompeia: Colégio Renascença, Sagrado Coração, Batista Brasileiro, Escola Beit Yaacov e Maple Bear.
Hospitais no entorno
- Hospital São Camilo, Pompeia — 1,8 km.
- Hospital Samaritano, Higienópolis — 3,0 km.
- Unidade Einstein Perdizes e Espaço Unimed — em Perdizes e na Barra Funda, no mesmo raio.
Transporte: trem, metrô e Marginal
- Estação Água Branca (CPTM, linhas 7 e 8) — 750 m da Marc Chagall, 650 m da Pablo Picasso.
- Estação Palmeiras-Barra Funda (Metrô linha 3, CPTM e terminal rodoviário) — 1,6 km.
- Ônibus — linhas 701A-10 e 8544-10, com ponto na porta do parque, segundo a Prefeitura.
- Carro — acesso pelas avenidas Marquês de São Vicente, Francisco Matarazzo, Pompeia e Antártica, com a Marginal Tietê a poucos minutos pela Marquês de São Vicente.
Quanto custa morar no Jardim das Perdizes
O Jardim das Perdizes é vendido pela incorporadora em faixas que vão do apartamento de 79 m² com uma vaga ao duplex de 568 m² com cinco, e os valores acompanham essa amplitude. Em setembro de 2026, os preços de partida publicados nas páginas dos empreendimentos da iApartamentos vão de cerca de R$ 1,3 milhão, nas plantas de 81 m² do Recanto Oliveiras, a R$ 3,9 milhões, nos 165 m² do Reserva Figueiras já pronto.
Não publicamos tabela de preço por unidade aqui: ela muda a cada mês, por andar e por posição, e ficaria errada em semanas. O que dá para dizer com segurança é como o bairro se posiciona.
Em relação a Perdizes, o Jardim das Perdizes é novo em folha. O preço médio do metro quadrado em Perdizes, medido por ITBI e portais entre outubro de 2025 e março de 2026, ficou em R$ 6.786 segundo o levantamento Loft/Portas — mas esse número mistura prédios dos anos 1970 e lançamentos, e serve mais para mostrar a diferença de perfil do que para comparar preço. Quem compara um apartamento novo de Perdizes com um do Jardim das Perdizes costuma encontrar valores próximos por metro quadrado, com o loteamento entregando parque, fiação subterrânea e segurança de bairro no pacote, e Perdizes entregando o comércio consolidado.
A Pompeia fica abaixo dos dois na média, com lançamentos pontuais que se aproximam do Jardim das Perdizes quando ficam perto do Sesc e da Francisco Matarazzo.
Para ver os valores atuais de cada empreendimento, o caminho é a página de apartamentos à venda no Jardim das Perdizes, atualizada conforme as tabelas da incorporadora.
Jardim das Perdizes vale a pena? A leitura da curadoria
O Jardim das Perdizes vale a pena para quem quer apartamento novo, parque na porta e ruas seguras na Zona Oeste, e aceita um bairro ainda em construção e sem comércio de esquina. Não vale para quem precisa de duas vagas em planta de entrada, para quem não tolera obra vizinha nos próximos anos ou para quem quer a vida de rua de Perdizes na porta de casa.
Essa é a seção que a incorporadora não pode escrever. Eu posso, porque não assino o material de venda — assino a intermediação, com CRECI, e quem compra errado volta para mim depois.

Vagas. É o erro mais comum de quem compra no bairro. As plantas de entrada — 79 m² no Bosque Pitangueiras, 81 m² no Recanto Oliveiras — têm uma vaga. O apartamento parece perfeito para um casal com dois carros, e não é. Confira a coluna de vagas antes da coluna de preço.
Densidade. O bairro vai de dois apartamentos por andar, no Bosque Cerejeiras, a oito, no Recanto Oliveiras. Isso muda elevador, hall, garagem e a experiência de condomínio. Duas famílias com o mesmo orçamento acabam em condomínios muito diferentes dentro do mesmo loteamento.
Obra vizinha. Quem compra hoje no Bosque Pitangueiras, já entregue, convive com a obra do Bosque Cerejeiras, a Torre 2 do mesmo condomínio. E quem compra em qualquer torre da Pablo Picasso vai ver o Sequoia subir. O masterplan da Hines prevê 16 torres residenciais e 3.933 unidades; o bairro ainda não chegou lá.
Distrito. A escritura diz Barra Funda. Se o nome do bairro importa para você — para escola por zoneamento, para revenda, para o que os amigos vão dizer —, resolva isso antes, não depois.
O contraponto. O parque existe, está mantido e é público. A infraestrutura de rua foi entregue, não prometida. A segurança integrada à polícia funciona há anos. E não há mais terreno de 250 mil m² na Zona Oeste: quando o loteamento fechar, o estoque de apartamento novo com parque nessa região acaba.
Quem chegou até aqui e quer ver o que está à venda encontra a lista completa nos apartamentos à venda no Jardim das Perdizes, o hub comercial deste guia.
Perguntas frequentes sobre o Jardim das Perdizes
Onde fica o Jardim das Perdizes?
O Jardim das Perdizes fica na Zona Oeste de São Paulo, entre as avenidas Marquês de São Vicente e Francisco Matarazzo, a 750 metros da estação Água Branca da CPTM e a 1,6 km da estação Palmeiras-Barra Funda. A Prefeitura cadastra o bairro em Água Branca, sob a Subprefeitura da Lapa; a Wikipédia registra o endereço na Barra Funda. O loteamento faz divisa com Perdizes e com a Pompeia, e suas ruas principais são a Marc Chagall e a Pablo Picasso.
O Jardim das Perdizes fica no bairro de Perdizes?
Não. Apesar do nome, o Jardim das Perdizes não fica no distrito de Perdizes: o loteamento está em Água Branca, dentro do distrito da Barra Funda, administrado pela Subprefeitura da Lapa, segundo a ficha do parque na Prefeitura de São Paulo. O nome foi escolhido no lançamento, em 2013, para ancorar o projeto no bairro vizinho mais conhecido. Na prática, Perdizes e Pompeia começam do outro lado das avenidas que cercam o loteamento, e é lá que fica o comércio de rua consolidado.
Quem construiu o Jardim das Perdizes?
O Jardim das Perdizes foi idealizado e construído pela TECNISA, que arrematou o antigo terreno da Telefônica em leilão em 2006 e lançou o bairro em 2013, em parceria com a Hines, co-desenvolvedora e gestora de ativos do projeto. A primeira fase, com Reserva Manacá, Bosque Jequitibá, Bosque Araucária e Recanto Jacarandá, foi entregue em 2016. Em 2026, o BTG Pactual assumiu o controle da sociedade que desenvolve o bairro, com a TECNISA mantendo participação e a comercialização.
Qual o tamanho do Parque Jardim das Perdizes e qual o horário?
O Parque Jardim das Perdizes tem 46.149,35 m² e funciona das 6h às 22h pelos portões 1 (Rua Marc Chagall) e 4 (Rua Pablo Picasso); os portões 2, 3, 5 e 6 fecham às 18h, segundo a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Foi inaugurado em 10 de janeiro de 2018, no endereço Rua Passagem Quatro, s/n, Água Branca, e tem pista de cooper, ciclovia, playground, equipamentos para a terceira idade e esculturas de Tomie Ohtake. As linhas de ônibus 701A-10 e 8544-10 atendem o parque.
Quantos condomínios tem o Jardim das Perdizes?
O Jardim das Perdizes tem dez condomínios residenciais entre entregues, em obra e anunciados: Reserva Manacá, Bosque Jequitibá, Bosque Araucária e Recanto Jacarandá, da primeira fase de 2016; Bosque Pitangueiras e Reserva Figueiras, entregues em 2025 e 2026; Bosque Cerejeiras, Reserva Flamboyant e Recanto Oliveiras, em obra; e o Sequoia, futuro lançamento. O masterplan da Hines prevê 16 torres residenciais e 3.933 unidades ao todo, além das torres corporativas JDP TIME, hotel e mall.
O Jardim das Perdizes é seguro?
O Jardim das Perdizes opera o Detecta Muralha Paulista, sistema de câmeras integrado à Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, com reconhecimento facial e leitura de placas e alerta às viaturas num raio de 3 km. A AMO Jardim das Perdizes, associação de moradores, mantém rondas privadas 24 horas e a zeladoria das ruas e do parque. As ruas do loteamento são abertas, com fiação subterrânea e iluminação em LED, e os condomínios têm portaria própria.
Quais escolas e hospitais ficam perto do Jardim das Perdizes?
Em linha reta a partir da Rua Marc Chagall, a PUC-SP fica a 2,3 km, o Colégio Santa Marcelina a 2,4 km e o Colégio Rio Branco a 3,2 km; o Senac Francisco Matarazzo fica a menos de 1 km. Entre os hospitais, o São Camilo da Pompeia está a 1,8 km e o Samaritano a 3,0 km, com a Unidade Einstein Perdizes e o Espaço Unimed no mesmo raio. As distâncias são de levantamento iApartamentos por coordenadas geográficas.
Vale a pena morar no Jardim das Perdizes?
Vale a pena para quem quer apartamento novo, parque público de 46 mil m² na porta e ruas com segurança integrada à polícia na Zona Oeste, aceitando um bairro ainda em obras e com comércio de esquina em formação. Três ressalvas antes de comprar: as plantas de entrada, de 79 e 81 m², têm uma vaga só; a densidade varia de dois a oito apartamentos por andar entre os condomínios; e a escritura registra Barra Funda, não Perdizes.
Levantamento produzido pela iApartamentos em setembro de 2026, a partir da ficha do Parque Jardim das Perdizes na Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, do verbete da Wikipédia sobre o bairro, da página institucional da Hines, das fichas técnicas oficiais dos empreendimentos da TECNISA, do InvestNews (abril de 2026) e do levantamento Loft/Portas de preços em Perdizes. Distâncias calculadas em linha reta por coordenadas geográficas. Valores citados são os publicados nas páginas dos empreendimentos na data do levantamento e podem mudar sem aviso. TECNISA, Hines, BTG Pactual, Carrefour e WeWork são marcas de seus respectivos titulares, citadas apenas para identificação.
Claudiano Silva — CRECI-SP 130.363-F · Curadoria iApartamentos | Especialista em apartamentos de alto padrão em São Paulo


